20 Anos de Igreja Betesda

A autoridade e sua sistematização

Artigos e Ilustrações

PB. MARCELO HENRIQUE DOS SANTOS

Nos atuais dias observa-se o que se pode chamar de SÍNDROME DA CRISE.E tal situação de desesperança ou desatino, pode decorrer dos mais variados sistemas, ou seja, o econômico, o político, o religioso, em fim, nada ou ninguém encontra-se a salvo.

Nesta linha de entendimento, depara-se com uma modalidade, deveras preocupante, na medida que pertine à constituição hierarquizada em todos os níveis, melhor dizendo, é A CRISE DE AUTORIDADE, OU A QUEBRA DO PRINCÍPIO QUE A INFORMA .

Certamente um dos maiores problemas ínsitos ao exercício da autoridade, vincula-se ao fato de que esta não se estabelece pela imposição, mas se conquista através da observância do cumprimento dos níveis de decisão. Assim foi com Jesus, por exemplo, ao submeter-se ao batismo por João Batista. A subsunção verdadeira é agradável a Deus. ( Mat. 3; 15-17).

Um inalienável silogismo insurge e dele não se pode afastar para bem se entender o princípio de autoridade, senão vejamos:

PREMISSA MENOR: João 3;3- “Aquele que não nascer de novo,não pode ver o reino de Deus”.

PREMISSA MAIOR: João 3;27- “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu”.

CONCLUSÃO: João 3;31- “Deus está sobre todo nome e por via consequência, toda autoridade D’Ele é decorrente”.

A sujeição aos superiores, porquanto, há de ser expressada sem resistência (Rom. 13;2), posto que a desobediência não é apenas material, na medida em que incide verdadeiramente sobre a ordenação que dimanou do Senhor Todo Poderoso, a quebra do princípio de hierarquia é notadamente espiritual.

O problema da condução injusta das prerrogativas que Deus confere, não é justificativa plausível para dar azo á desobediência, na medida em que cada um prestará contas a Deus de todos os seus atos ( Rom 14;12 ), e, nossa responsabilidade como povo de Deus é de intercedermos pelas autoridades injustas, porque Deus deseja a salvação de todos . ( I Tim. 2;1-6).

Faz-se portanto necessária, a aquisição de visão absolutamente desobstruída quanto aos níveis de autoridade, tal qual nos revelam as Sagradas Escrituras. Jesus bem exemplificou como se deve comportar, tendo inclusive pago tributos , mesmo sabendo de origem espúria. (Mat. 17;27). Sua efetiva conscientização quanto à preservação de tão importante princípio, lhe propiciava condições exercer sua atividade das mais variadas maneiras, quando por exemplo se assentava entre os Doutores da Lei e para estes lhes descortinava as verdades diretamente recebidas do Pai, ou mesmo quando remia a prostituta que estava à iminência de ser injustamente assassinada, e mais ainda quando abençoava com sua inigualável sabedoria um Publicano ceiando com o mesmo em sua residência.

Mas inegavelmente, um dos maiores exemplos de perfeito entendimento da posição institucional em que se encontra firmada a autoridade do Pai, extrai-se do NOVO TESTAMENTO, através de um militar romano e não de um judeu. Tamanha era a consciência do centurião quanto à autoridade do PODER DE JESUS, que lhe pediu que proferisse apenas uma única palavra e certamente seu servo seria curado, o impacto de tal fé em JESUS foi a tal ponto, que este chegou a expressar que nem mesmo em ISRAEL SE VIRA TAL CONFIANÇA EM DEUS. (Mat. 8;5-13).

Hoje para revertermos não somente o quadro da crise de autoridade, mas também a emocional, a política, a econômica, mas especialmente a espiritual, precisamos crer incondicionalmente que, JESUS é tremendamente capacitado para proferir uma ÚNICA PALAVRA, que será eficaz para trazer cura, luz, alento para todas as nossas mazelas, não como uma panacéia mágica, mas porque Ele está acima de todo nome e é O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA !

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