20 Anos de Igreja Betesda

Aprender a ouvir

Artigos e Ilustrações

Gustavo Melo

Temos que aprender a ouvir mais e a falar menos. Como certa vez alguém disse, “Se Deus quisesse que falássemos mais e ouvíssemos menos, teria nos dado duas bocas e uma só orelha”. A verdade é que a prática do ouvir está cada vez mais extinta. Ou será que sempre foi assim, a ponto de nem isso repararmos? Não duvido.

As pessoas estão tão preocupadas com suas próprias vidas e seus próprios problemas, que raramente conseguem ouvir o que as outras pessoas têm a dizer. Quando perguntamos a alguém se está tudo bem, por exemplo, será que realmente queremos saber como ele está? Na grande maioria das vezes, isso não passa de um costume.

Na realidade, quase nunca estamos interessados no que os outros têm a dizer. Enquanto falam, o que fazemos é pensar no que vamos falar logo após, ao invés de escutar de fato o que está sendo dito. Não nos importa muito se as pessoas estão tristes, se estão alegres, se estão sofrendo ou passando necessidades. “Cada um com seus problemas”, diriam alguns.

Somos egoístas. Já nascemos tendenciosos a tudo isso. Além do mais, o mundo hoje nos ensina a ser assim. Com essa competição frenética que enfrentamos em tudo que vamos fazer, não sobra tempo e nem espaço para enxergarmos os outros, a não ser como adversários, concorrentes, ou até mesmo rivais ante alguma coisa.

Mas não foi assim que nos ensinou o Deus do amor. Não foi isso que O MAIOR DE TODOS pregou e demonstrou com atos. Ele sim sabia ouvir. Tinha prazer nisso. Fico imaginando como Ele era atencioso e carinhoso com todos à sua volta. De fato parava para ouvir o que as pessoas tinham a dizer. Preocupava-se com as suas preocupações. Cheio de amor e paciência, não tinha pressa em ouvir com atenção e ternura a todos que o procuravam.

Ele sabe ouvir, até mesmo quando ninguém diz nada. Ouve até mesmo o silêncio. A humanidade clamava por um libertador sem abrir a boca. Mas Ele ouviu.

Proponho que tentemos nos colocar cada um no lugar do outro; que experimentemos enxergar a vida através de outros olhos, para que vejamos, nem que seja por um momento, um pouco daquilo que o outro vê, e tenhamos ao menos um lampejo da consciência de Cristo, que sentiu na pele e provou com a própria vida, aquilo que nós é que deveríamos sentir e provar com a nossa. Ao vir ao mundo, Ele, com um amor imensurável, literalmente se colocou em nosso lugar. Este é o exemplo que devemos nos esforçar em seguir.

Cada um tem os seus medos e anseios; seus problemas e aflições. Muitas vezes não cabe a nós solucioná-los. Quase sempre não existe nada que possamos fazer de concreto. Mas um sorriso, um abraço, uma frase, um gesto de carinho, pode fazer muito mais do que imaginamos.

Anápolis, 15 de Novembro de 2010.

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