20 Anos de Igreja Betesda

O dever de conversão dos corações dos pais aos filhos como missão de AMOR

Artigos e Ilustrações

Pb Marcelo Henrique

Vede, eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor. Ele converterá o coração dos filhos aos pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição.

Mal. 4,5-6

E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os rebeldes à prudência dos justos, e preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Luc. 1,16-7

Os dias maus em que vivemos, nos levam a diversas dúvidas e dores, sendo uma das mais significativas, a que se relaciona à preocupação com nossa família e mais especificamente com nossos filhos e suas vidas com Deus, em meio a um mundo cada vez mais centrado nas aparências, na necessidade de qualificação num mercado cada vez mais exigente e competitivo, na preponderância dos prazeres fáceis e fugazes, na IDEOLOGIA DO SER FELIZ A QUALQUER CUSTO, DA LÓGICA INSANA E INFUNDADA DE QUE O QUE IMPORTA É QUANTO VOCÊ TEM E NÃO O QUE VOCÊ É ESSENCIALMENTE, surge uma pergunta que não se cala, ou seja, COMO ALCANÇAR OS CORAÇÕES DE NOSSOS FILHOS, LEVANDO-OS A TER DE FATO UM RELACIONAMENTO DE INTIMIDADE COM DEUS?

Quero propor algumas estratégias, que mesmo não sendo fórmulas absolutas, seguramente devem nos inspirar a uma postura de comprometimento com esta tarefa, que não sendo fácil, deve ser vista como o exercício sério de missões que nos foram delegadas por Deus, segundo uma sequência de passos que sendo observados, poderão propiciar êxito relevante:

I – PRIMEIRA MISSÃO DA IGREJA: ADORAÇÃO

A adoração é o mecanismo que além de nos aproximar do Pai, gera comprometimento com um nível de experimentação que transcende os limites humanos, especialmente quando é sinceramente baseado no amor a Deus. Mat. 22, 37-9; Das três grandes virtudes: Fé, esperança e amor, o Ap. Paulo escreveu que a maior delas é o amor (I Coríntios 13.3)

II – SEGUNDA MISSÃO DA IGREJA: COMUNHÃO (Salmo 133);

Nossos exemplos valem muito mais do que pregações inflamadas ou cultos familiares meramente litúrgicos, nossos filhos precisam ver em nós exemplos vivos de comunhão com os irmãos, para sentirem-se estimulados a nos copiar;

III – TERCEIRA MISSÃO DA IGREJA: DISCIPLINA COM AMOR (II Timóteo, 4-2)

O dever contínuo dos pais e responsáveis em não apenas interceder por seus filhos, mas também de admoestá-los, somente pode ser exercido dentro da insuperável lógica do amor incondicional. Das três grandes virtudes: Fé, esperança e amor, o Ap. Paulo escreveu que a maior delas é o amor (I Coríntios 13.3), a maioria dos pais, alega que deseja que seus filhos sejam amorosos, entretanto, não demonstram em suas práticas diárias a correspondência a tal expectativa. Não podemos amar alguém sem que nos entreguemos. O amor sem os frutos desse amor, no final das contas não é amor. De nada adianta, um pai alcoólatra ter um grande amor por seus filhos e não ser capaz de demonstrá-lo, lutando veementemente contra esse vício.

Para o pleno atingimento desta realidade de importantíssima relevância, é necessário que observemos 07(sete) características que uma família para tornar-se unida, feliz e capaz de abençoar seus filhos de maneira eficaz, deve conter, quais sejam:

I – EXPRESSAR VERBALMENTE AMOR POR NOSSOS CÔNJUGES E FILHOS.

Assim como Deus o faz constantemente em relação a todos nós, devemos manifestar amor incondicional e abundante. É fundamental também, que demonstremos aceitação, incentivo, até porque tais atitudes geram unidade. MOTIVAR É ESSENCIAL!

II – PASSAR MAIS TEMPO EM VERDADEIRA COMUNHÃO.

Estar juntos de verdade e não apenas circunstancialmente ocupando o mesmo espaço físico. (ex. noite da família). Tal experiência fornece base sólida para que pequenos momentos transformem-se em verdadeiras memórias inesquecíveis e cristalizadas, que jamais serão apagadas.

É preciso que sejam programadas situações para desenvolvermos tempo de qualidade em comum. Neste convívio é importantíssimo que sejam elaboradas oportunidades para expressão dos interesses individuais e comuns de forma a valorizar as opiniões de todos, independentemente de serem crianças de tenra idade ou mais velhas. Tal fato desperta a consciência de valorização e estreita os laços. Nestas ocasiões, deve-se aproveitar para se transferir valores, sobretudo aqueles que verdadeiramente importam, que são os de Deus.

III – APRENDER A OUVIR !!!

A conquista dos nossos queridos entes deve ser vivenciada a cada dia, por intermédio de uma boa comunicação, que passa necessariamente pela prática do perdão, pela sistemática disposição em perdoar e ser perdoado, como também do interesse em aceitar as limitações existentes em si mesmo, como as dos outros. É preciso que nos lembremos constantemente do fato de que temos 2(dois) ouvidos e somente 1(uma) boca, justamente para que exercitemos mais o santo dom de escutar.

IV – O ESTABELECIMENTO DE UMA ALIANÇA SÉRIA COM A IGREJA.

É preciso que fundamentalmente os pais como sacerdotes em suas famílias, saibam incutir em seus filhos amor e respeito pela Igreja como instituição, mesmo que imperfeita, mas devendo ser considerada como um dos melhores lugares para que se possa estar na presença de Deus.

V – CAPACIDADE DE ADMINISTRAR AS CRISES QUE EVENTUALMENTE SURJAM.

Esta na realidade é uma das maiores dificuldades inerentes a todos nós enquanto membros do CORPO DE CRISTO. A bem da verdade, nos habituamos a louvar e a nos regozijar, quando todos os ventos nos são favoráveis, mas aos primeiros sinais de contrariedade, culpamos a Deus e a todos quantos entendermos culpados por nosso infortúnio.

Precisamos entender que as situações de dificuldades são oportunidades para experimentarmos mais do Poder Divino e não motivos para nos afastar do seu amor, que é incondicional e benigno.

VI – TER UMA VISÃO ETERNA DA IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA.

É certo que o grande e maior propósito de Deus, é o de constituir através de todos nós uma grande família, aliás a família é o que verdadeiramente importa para Deus, até antecedentemente à própria Igreja.

Temos, por conseguinte o dever de expressar esta certeza, através de nossos atos de amor e paz, gerando unidade verdadeira e irrepreensível. Esta visão somente será atingida a partir do momento em que nos dispomos a deixar de lado nosso egoísmo e investimos no Reino como motivação máxima de nossas vidas.

VII – APRENDER A ORAR CONJUNTAMENTE, COMPARTILHAR SONHOS E PROJETOS.

A verdadeira unidade somente é viva quando se aprende a compartilhar todas as coisas, dentre elas os sonhos mais singelos e os mais complexos, com todos os membros da família, inclusive com as crianças e os adolescentes, todos são importantes como integrantes da unidade familiar e sobretudo dentro da visão maior, de que somos componentes da família de Cristo.

Como pais cristãos devemos nos converter aos nossos filhos de corações abertos e mentes dispostas a especialmente compreendê-los como pessoas que dependem de nossas orientações e de nosso equilíbrio espiritual e emocional.

A grande missão da Igreja em relação aos nossos filhos precisa ser resgatada, o clamor e nossa prática efetiva de amor são mais que um simples desafio, trata-se de responsabilidade urgente, que nos foi confiada diretamente por Deus, para a exercê-la com todo fervor, reverência e, sobretudo, com o posicionamento de que precisamos pensar em que tipo de filhos, estamos forjando para o mundo e não que mundo deixaremos para eles.

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